Pulgas, carrapatos e mosquitos se multiplicam com o calor e
podem transmitir doenças tanto aos animais quanto às pessoas.
Saiba como lidar com isso:
Durante o verão, o País se
mobiliza para reforçar
os habituais cuidados
contra o mosquito
Aedes aegypti. Essa é a época em que
habitualmente cresce a população
do mosquito e, consequentemente,
aumentam os índices das doenças
transmitidas pelo inseto, como a
dengue e a zika. Mas o Aedes não
é o único que se aproveita do clima
quente e úmido para se proliferar e disseminar doenças. Nessa estação
também aumenta o número de pulgas,
carrapatos, moscas e outros
vetores de enfermidades que podem
ser fatais para humanos e animais de
estimação.
PULGAS: o inimigo mais conhecido da
saúde animal e que se multiplica
com facilidade nessa época do ano
é a
pulga, que encontra abrigo em
praticamente qualquer lugar da casa.
Esse inseto se esconde em lugares
como carpetes, estofados e tapetes.
Eliminá-lo pode ser bastante difícil,
mesmo nas residências mais limpas.
Como a pulga também está presente
em ambientes externos, como praças
e parques, habitualmente aproveita
a oportunidade de um passeio para
pegar carona na pelagem do pet e
instalar moradia na sala de estar ou
em outro cômodo ao qual o animal
tenha acesso.
Além da coceira e do incômodo,
a pulga também pode transmitir doenças
sérias a humanos e animais. É,
portanto, importante que o proprietário
esteja alerta para a presença
do inseto em casa. Nos gatos, por
exemplo, a pulga pode transmitir
bactérias que causam a micoplasmose
hemotrópica, ou anemia infecciosa
felina, como é popularmente
conhecida. A doença causa fraqueza
e falta de apetite, além de levar ao
aumento dos nódulos linfáticos. Sem
tratamento correto, o felino poderá
morrer.
CARRAPATOS: eles representam grande ameaça
à saúde animal pelo risco de transmitirem
a erliquiose e a babesiose,
ambas popularmente conhecidas
apenas como doença do carrapato.
Esses males, causados por bactéria
passadas pelo ectoparasita, comprometem
respectivamente a taxa de
leucócitos e de plaquetas ou a dos
glóbulos vermelhos do paciente. As
duas condições são fatais se não forem
tratadas.
MOSQUITOS: outro vilão que merece atenção
especial dos proprietários de pets no
verão, além do
Aedes aegypti, é o
mosquito
Culex pipiens. Ele é vetor
de diversas doenças, entre elas a Dirofilariose.
A enfermidade é causada
quando o inseto transmite um nematódeo
que afeta a artéria pulmonar,
a veia cava e o coração – por isso
a doença é popularmente conhecida
como “verme do coração”.
Igualmente perigosos são os flebotomíneos,
vulgarmente chamados
de
mosquito-palha. Esses insetos de
apenas três milímetros são transmissores
do parasito que causa a leishmaniose,
doença fatal que tem o cão
como principal reservatório urbano.
SAÚDE ÚNICA: manter os insetos transmissores
sob controle exige constante eliminação
de focos que possam servir de
criadouros ou atrativos para eles. Estima-se,
por exemplo, que pulgas e
carrapatos encontrados nos animais
representem apenas 5% da popula-
ção local – os 95% restantes vivem
livremente no ambiente. Quanto
mais um lugar favorecer a presença
ou dispersão de determinado vetor,
maior a possibilidade da ocorrência
de doenças.
É importante ressaltar que, ao
cuidar do ambiente onde vive o seu
cão ou gato, você não zela apenas
pela saúde do animal. Também protege
a sua família e a comunidade
contra a transmissão de zoonoses.
O conjunto formado pela saúde
do ambiente, dos animais e das pessoas
forma a tríade definida como“Saúde Única”. Para o combate
preventivo a doenças ser totalmente
eficiente é preciso que esses três aspectos
sejam considerados. Por isso,
a atenção ao local onde seu animal e
sua família vivem é tão importante.
PREVENÇÃO: verificar a cabeça e o pescoço
do animal depois de cada passeio
à procura de pulgas é um hábito
importante. A rotina também deve
incluir exame de presença de carrapatos,
principalmente no caso dos
cães. Atenção às patas, especialmente
entre os dedos e nos coxins (“almofadas”
sobre as quais as patas se
apoiam no piso).
Blindar a residência contra insetos
vetores pode ser um desafio,
mas o proprietário é capaz de reduzir
consideravelmente as chances de
infecção. Contribuem para isso precauções
como acondicionar corretamente
o lixo, evitar o acúmulo de entulho e manter o ambiente sempre
limpo.
É necessária atenção para qualquer
ponto que possa servir de foco
aos vetores. Enquanto os mosquitos
dependem de reservatórios de água
para completar seu ciclo reprodutivo,
os flebotomíneos precisam apenas
de solo úmido ou de matéria orgânica
para se desenvolverem.
Algumas medidas importantes
de prevenção são proteger os reservatórios
de água, guardar corretamente
a comida, inclusive a do
animal, e proteger a residência e o
canil com telas. O proprietário deve
tomar todas as ações possíveis para
limitar o acesso dos vetores à água,
aos alimentos e aos abrigos. No caso
de áreas consideradas de risco, tratamentos
pré-exposição podem ser
recomendados por um médico-veterinário.
Outras formas de controle vetorial
ajudam a aumentar ainda mais a
proteção dos animais, como o uso de
coleiras inseticidas e os banhos terapêuticos
com produtos voltados para
esse objetivo. Mas essas medidas
devem ser utilizadas somente com
orientação do médico-veterinário,
lembrando que ajudam a evitar doenças,
mas não eliminam o risco por
completo.
Informe-se com um profissional
sobre quais vetores são mais comuns
na sua região e sobre as medidas que
podem ser tomadas para proteger o
seu animal de estimação.
fonte: http://portal.cfmv.gov.br/uploads/files/452_amigo_vet%20FINAL.pdf
CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO E CUIDE DA SAÚDE DO SEUS ANIMAIS.