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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Maria fedida ou percevejos fedorentos.

Informações gerais
  • Os percevejos-fedorentos podem ser de várias cores, sendo que a maioria é marrom ou verde, e quando são esmagados soltam um cheiro ruim;
  • Eles têm um bico que usam para sugar suco de plantas, mas não mordem;
  • Qualquer dia quente ou frio pode “acordar” esses insetos e levá-los para dentro de sua casa.
  • São mais prevalentes durante os períodos de outubro a dezembro e em março e abril. Podem ter até quatro gerações por ano em climas quentes.
Onde vivem
  • No verão, os percevejos-fedorentos vivem fora de casa em árvores e arbustos;
  • Quando está mais frio, eles se juntam em grande quantidade em áreas ensolaradas, como laterais de casas, áreas de concreto, terraços e troncos de árvore;
  • Dentro de casa, eles se escondem embaixo tábuas, em porões, garagens e barracos.
O que querem de você
  • Eles se alimentam de árvores e arbustos em seu jardim (no entanto, raramente danificam plantas ou árvores);
  • Quando o clima esfria, eles entram em casa procurando calor e abrigo do inverno.
Por que representam um problema
  • Muito raramente, uma infestação pode causar danos a plantas, árvores frutíferas e frutas;
  • Grandes invasões dentro de casa podem ser muito inconvenientes para os proprietários.
Dicas e truques
  • Vede os pontos por onde os percevejos possam entrar, incluindo pontos de acesso pelo lado de fora da casa ou pelos vizinhos;
  • Limpe a casa com frequência para remover os insetos de áreas sensíveis.

O biólogo Rodrigo Damiano esclarece: “São insetos chamados de fitófagos, que se alimentam de seiva de plantas. Eles são da mesma ordem do barbeiro, mas bem mais distante em comparação com hábitos. O barbeiro se alimenta de sangue e esses de plantas. A maria fedida tem uma morfologia um pouco diferenciada e, quando tocada, ela exala um odor bem mais forte que esse”, disse.
Ele ainda disse que esses insetos não trazem riscos. “Não se conhece nenhuma doença causada por ele. Também não tem como te picar, porque o aparelho não é desenvolvido para uma picada no nosso tecido”, explicou.
Damiano apontou um desequilíbrio como causa da infestação. “Isso é um fator ecológico. Aquecimento, umidade relativa. Como eles viviam em áreas rurais, eles começaram a encontrar refúgio nas áreas urbanas. Como eles não têm predadores naturais nessa área, a população aumenta”.
O biólogo explicou ainda que a melhor forma de eliminar esses insetos é chamando o Centro de Zoonoses, para fazer a correta identificação do inseto, já que pode haver confusão com os outros tipos e alguns são perigosos.
Como os insetos  não oferecem riscos à saúde pública, não é possível fazer a aplicação de veneno. Ele explicou que a solução é a limpeza. “Eles aparecem geralmente após uma poda de árvore e quando deixa se tudo jogado em um terreno”.
fonte: http://www.linharaid.com.br/pt-br/bug-id/stink-bugs-or-boxelder-bugs/stink-bugs



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Doença de Chagas.

Doença causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi que é transmitido pelas fezes de um inseto (triatoma) conhecido como barbeiro. O nome do parasita foi dado por seu descobridor, o cientista Carlos Chagas, em homenagem ao também cientista Oswaldo Cruz. Segundo os dados levantados pela Sucen, esse inseto de hábitos noturnos vive nas frestas das casas de pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de troncos de árvores e embaixo de pedras.
Transmissão
A doença de Chagas não é transmitida ao ser humano diretamente pela picada do inseto, que se infecta com o parasita quando suga o sangue de um animal contaminado (gambás ou pequenos roedores). A transmissão ocorre quando a pessoa coça o local da picada e as fezes eliminadas pelo barbeiro penetram pelo orifício que ali deixou.
A transmissão pode também ocorrer por transfusão de sangue contaminado e durante a gravidez, da mãe para filho. No Brasil, foram registrados casos da infecção transmitida por via oral nas pessoas que tomaram caldo-de-cana ou comeram açaí moído. Embora não se imaginasse que isso pudesse acontecer, o provável é que haja uma invasão ativa do parasita diretamente através do aparelho digestivo nesse tipo de transmissão.
Sintomas
Febre, mal-estar, inflamação e dor nos gânglios, vermelhidão, inchaço nos olhos (sinal de Romanã), aumento do fígado e do baço são os principais sintomas. Com frequência, a febre desaparece depois de alguns dias e a pessoa não se dá conta do que lhe aconteceu, embora o parasita já esteja alojado em alguns órgãos.
Como nem sempre os sintomas são perceptíveis, o indivíduo pode saber que tem a doença, 20, 30 anos depois de ter sido infectado, ao fazer um exame de sangue de rotina.
Meningite e encefalite são complicações graves da doença de Chagas na fase aguda, mas são raros os casos de morte.
Evolução
Caindo na circulação, o Trypanosoma cruzi afeta os gânglios, o fígado e o baço. Depois se localiza no coração, intestino e esôfago. Nas fases crônicas da doença, pode haver destruição da musculatura e sua flacidez provoca aumento desses três órgãos, o que causa problemas como cardite chagásica (aumento do coração), megacólon (aumento do cólon que pode provocar retenção das fezes) e megaesôfago, cujo principal sintoma é a regurgitação dos alimentos ingeridos. Essas lesões são definitivas, irreversíveis.
A doença de Chagas pode não provocar lesões importantes em pessoas que apresentem resposta imunológica adequada, mas pode ser fatal para outras.
Diagnóstico e período de incubação
O período de incubação vai de cinco a 14 dias após a picada e o diagnóstico é feito através de um exame de sangue, que deve ser prescrito, principalmente, quando um indivíduo vem de zonas endêmicas e apresenta os sintomas acima relacionados.
Tratamento
A medicação é dada sob acompanhamento médico nos hospitais devido aos efeitos colaterais que provoca, e deve ser mantida, no mínimo, por um mês. O efeito do medicamento costuma ser satisfatório na fase aguda da doença, enquanto o parasita está circulando no sangue. Na fase crônica, não compensa utilizá-lo mais e o tratamento é direcionado às manifestações da doença a fim de controlar os sintomas e evitar as complicações.
Recomendações
* Como não existe vacina para a doença de Chagas, os cuidados devem ser redobrados nas regiões onde o barbeiro ainda existe, como o vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, e em algumas áreas do nordeste da Bahia;
* Pessoa que esteve numa região de transmissão natural do parasita deve procurar assistência médica se apresentar febre ou qualquer outro sintoma característico da doença de Chagas;
* Portadores do parasita, mesmo que sejam assintomáticos, não podem doar sangue;
* A cana-de-açúcar deve ser cuidadosamente lavada antes da moagem e a mesma precaução deve ser tomada antes de o açaí ser preparado para consumo;
* Eliminar o inseto transmissor da doença ou mantê-lo afastado do convívio humano é a única forma de erradicar a doença de Chagas.

(fonte: www.drauziovarella.com.br)