quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Criança educada não se mete em confusão.


Os adultos têm a obrigação de ensinar às crianças a respeitar e a saber se comportar na frente dos animais, para evitar acidentes totalmente previsíveis.
 Crianças pequenas nunca devem ficar sozinhas com animais sem a supervisão de um adulto responsável.
Animais e crianças precisam aprender a conviver bem e em segurança.

Guarda responsável



Antes de adquirir um animal consulte um bom médico veterinário e se informe sobre tudo que for necessário fazer para garantir que você possa cuidar bem dele sem arrependimentos ou problemas para ambas as partes. Porque animal não é brinquedo, vive mais de 15 anos, dá trabalho, dá despesas, e é para sempre. E também exige muito amor, conhecimento, paciência. Mas se você não se importa com nada disto e acha que pode descartar quando quiser, então faça um favor a você mesmo e simplesmente não tenha animais.


Desequilíbrio ambiental e aquecimento contribuem para proliferação de doenças.

Entre os motivos para o crescimento dos casos de dengue, zika vírus e chikungunya está a extinção dos predadores naturais


Dengue, zika vírus, chikungunya. Vírus que vem dando muito trabalho aos departamentos de saúde e provocando mudanças no comportamento da maioria da população.
O Vilão é um só: Aedes aegypti, o agente transmissor.
Os mosquitos da malária e das febres amarela e dengue, são bastante sensíveis às condições meteorológicas. O Anopheles, transmissor do parasita da malária (o protozoário Plasmodium falciparum), causa surtos da doença somente nos locais onde a temperatura comumente exceda os 15ºC.
Da mesma maneira, o Aedes aegypti, que transmite a dengue, se desenvolve nos locais onde a temperatura raramente cai abaixo dos 10ºC. Os mosquitos proliferam mais rápido e picam mais, quando o ar é mais quente. Ao mesmo tempo, o calor mais intenso acelera a taxa em que os agentes patogênicos se reproduzem e amadurecem.
Breno Grisi, professor de Ecologia, explica, em matéria publicada no blog Ecologia em Foco, explica que a 20ºC o protozoário da malária leva 26 dias para se desenvolver completamente. A 25ºC ele só precisa de 13 dias para o seu completo desenvolvimento. Para os mosquitos e respectivos agentes causadores de doenças, protozoário da malária e vírus da dengue, o Brasil “é um paraíso tropical”.
Por outro lado, o desequilíbrio ecológico provocado pelo desenvolvimento a qualquer custo, acabou por eliminar grande parte dos predadores naturais destes insetos. Sapos e rãs, por exemplo, importantes predadores naturais dos mosquitos, vêm sofrendo reduções em suas populações em diversos ecossistemas ao redor do planeta.
As causas são identificadas. A destruição de seus habitats naturais, determinada pelo avanço do ser humano nas expansões urbanas e ocupações desordenadas decorrentes da expansão agrícola e a mortandade dos seus embriões.
Vale lembrar que em nossa cultura é raro se falar que sapos e rãs, assim como lagartos, lagartixas, morcegos e aves, tem um papel fundamental no equilíbrio ambiental, exatamente por serem predadores.
Na falta de predadores naturais, o mosquito se reproduz de maneira intensa.
O Aedes aegypti é adaptável e persistente e gosta de água limpa e parada. Ele coloca os ovos nas paredes desses criadouros, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre ela. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, os objetos onde pode haver focos.
Um ovo de mosquito pode sobreviver em média por um ano no seco. Mesmo que o local onde ele foi depositado fique sem água, não significa que a ameaça acabou. Assim que encontrar umidade novamente o ovo volta a ficar ativo e pode se transformar em pupa, larva e, em sete dias, chegar à fase adulta.

fonte: http://ineam.com.br/desequilibrio-ambiental-e-aquecimento-contribuem-para-proliferacao-de-doencas/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Leishmaniose Visceral Canina


A Leishmaniose Visceral Canina é caracterizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das seis doenças infecciosas mais importantes do mundo.
 Ela já foi detectada em pelo menos 12 países da América Latina, sendo que 90% dos casos ocorrem no Brasil.
Entre 2009 e 2013 foram registrados aproximadamente 18 mil casos confirmados em seres humanos e, para cada caso reportado, estima-se que haja 200 cães infectados, segundo pesquisas do Ministério da Saúde juntamente com a Secretaria de Vigilância em Saúde.
Este mês, por meio de nota oficial conjunta, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Saúde anunciaram a autorização do registro do produto MilteforanTM, de propriedade da empresa Virbac - indústria farmacêutica francesa de presença mundial e dedicada exclusivamente à saúde animal.
 Indicado para o tratamento da leishmania nos cães, o produto está previsto para ser lançado oficialmente no início de 2017.
O processo de aprovação contou com o apoio e influência de membros do Brasileish (Grupo de Estudos sobre Leishmaniose Animal), que há oito anos lutam junto com a Virbac pela aprovação da comercialização do Milteforan no Brasil, tendo em vista que este é o principal medicamento para tratamento da doença em outros países, principalmente na Europa.
 “Essa vitória é extremamente importante, pois se trata de um assunto de saúde publica, já que os cães infectados, quando tratados corretamente, deixam de ser reservatórios para o mosquito que transmite a doença para o homem”, afirma Valdir Avino, gerente de assuntos regulatórios da Virbac.
Além disso, a aprovação do tratamento no Brasil representa maior segurança para os donos dos cães, uma vez que é de amplo conhecimento que muitas pessoas, por não aceitarem sacrificar seus cães, apelavam para o mercado negro, importando o medicamento de forma ilegal e sem qualquer garantia em relação à qualidade do produto.
O que é a Leishmaniose Visceral Canina? 
A Leishmaniose é uma zoonose classificada entre as seis endemias prioritárias no mundo, cuja transmissão ocorre pela picada do vetor flebótomo (Lutzomia spp – “mosquito-palha”) infectado.
O homem pode ser contaminado se estiver presente em uma área endêmica, como viajante ou como residente. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.
Cenário atual no Brasil 
A doença, que possuía caráter eminentemente rural, expandiu-se para as áreas urbanas, tornando-se um problema de saúde pública. Hoje, a região Nordeste é a mais acometida, além de outros grandes centros como Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e outros municípios paulistas como Araçatuba, Bauru, Presidente Prudente.
MilteforanTM – A única solução para o controle da Leishmaniose
A Virbac, maior companhia farmacêutica independente dedicada exclusivamente à saúde animal, é pioneira ao trazer para o Brasil o MilteforanTM, o único medicamento veterinário aprovado para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina no Brasil.
O produto é uma formulação especifica para o uso veterinário com o principio ativo a Miltefosina, primeiro agente de administração oral eficaz no controle da Leishmania.
De acordo com os estudos realizados pela Virbac, o MilteforanTM proporciona visível melhora clínica dos animais com uma importante redução de sua carga parasitária, o que o torna uma ferramenta importante para a diminuição da transmissão da doença.
Posse Responsável
Os animais tratados com MilteforanTM requerem monitoramento periódico. A cada quatro meses, todos os animais devem ser reavaliados por seus médicos veterinários para que um novo ciclo de tratamento de 28 dias seja instituído.
“Os médicos veterinários e os proprietários de cães infectados devem assumir a responsabilidade de reavaliá-los e de retratá-los por toda a vida. É um compromisso importante que devem assumir para que se interrompa o ciclo da doença”, explica Avino.
Identificação da doença
A Leishmaniose Visceral Canina é uma patologia que pode ser confundida com outras doenças e requer diagnóstico específico.
Este deve ser realizado por uma triagem sorológica, confirmado por uma avaliação clínica correta e por exames específicos, como o PCR-RT e citologia de medula.
fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2016/09/22/ministerio-da-agricultura-aprova-unico-medicamento-para-tratamento-de-leishmaniose-visceral-canina-no-brasil
E lembre-se que a prevenção é a melhor solução. Consulte sempre um médico veterinário e informe-se sobre como combater e evitar a leishmaniose. 



Nova droga permite tratamento da leishmaniose visceral em cães.


MILTEFORAN
08/09/2016


MAPA autoriza o licenciamento do medicamento Milteforan

Por meio da Nota Técnica Conjunta n° 001/2016 MAPA/MS, assinada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério da Saúde foi autorizado o registro do produto MILTEFORAN, sob número SP 000175-9.000003, de propriedade da empresa VIRBAC SAÚDE ANIMAL, indicado para o tratamento da leishmaniose visceral de cães.
O licenciamento do medicamento foi emitido respeitando-se as determinações da Portaria Interministerial n°1.426 de 11 de julho de 2008, que regulamenta o tratamento de cães, proibindo tratamento da leishmaniose visceral (LV) com produtos de uso humano ou não registrados no MAPA.
Durante o processo de análise da solicitação de registro, o Ministério da Saúde (MS) foi consultado, emitido Parecer Técnico favorável ao pleito, uma vez que a Miltefosina, princípio avo do medicamento em questão, não é uma droga utilizada para o tratamento da doença em humanos no Brasil e, de acordo com as evidências cientificas geradas até o momento, não apresenta eficácia para ser incorporada no protocolo terapêutico da leishmaniose visceral (LV).
Cabe destacar que o tratamento de cães com LVC não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual.
A emissão da licença do MILTEFORAN pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento não caracteriza provimento imediato do produto ao mercado nacional, visto que a comercialização dependerá de outros fatores que envolvem a importação do medicamento pela empresa representante exclusiva do produto no Brasil.

Ressalta-se a necessidade de cumprimento do protocolo de tratamento descrito na rotulagem do produto respeitando-se a necessidade de reavaliação clínica, laboratorial e parasitológica periódica pelo médico veterinário, a necessidade de realização de novo ciclo de tratamento, quanto indicado e a recomendação de utilização de produtos para repelência do flebotomíneo, inseto transmissor do agente causal da Leishmaniose visceral canina.

fonte: http://www.crmvmg.org.br/novoportal/Conteudo/detalheConteudo.aspx?id=2506


 Consulte sempre um médico veterinário e cuide da saúde dos seus animais.


Febre Amarela


Febre amarela é uma doença infecciosa causada por um tipo de vírus chamado flavivírus, cujo reservatório natural são os primatas não-humanos que habitam as florestas tropicais.
Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus , e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. Embora os vetores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são absolutamente iguais.
A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para a outra. A transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou primata (macaco) infectados, normalmente em regiões de floresta e cerrado, e depois pica uma pessoa saudável que não tenha tomado a vacina.
A forma urbana já foi erradicada. O último caso de que se tem notícia ocorreu em 1942, no Acre, mas pode acontecer novo surto se a pessoa infectada pela forma silvestre da doença retornar para áreas de cidades onde exista o mosquito da dengue que prolifera nas cercanias das residências e ataca durante o dia.
Sintomas
Os principais sintomas da febre amarela – febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Aproximadamente metade dos casos da doença evolui bem. Os outros 15% podem apresentar, além dos já citados, sintomas graves como icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta seqüelas.
Diagnóstico
Como os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os da dengue e da malária, o diagnóstico preciso é indispensável e deve ser confirmado por exames laboratoriais específicos, a fim de evitar o risco de epidemia em áreas urbanas, onde o vírus pode ser transmitido pelo mosquito da dengue.
Tratamento
Doente com febre amarela precisa de suporte hospitalar para evitar que o quadro evolua com maior gravidade. Não existem medicamentos específicos para combater a doença. Basicamente, o tratamento consiste em hidratação e uso de antitérmicos que não contenham ácido acetilsalicílico. Casos mais graves podem requerer diálise e transfusão de sangue.
De acordo com os especialistas, é importante procurar atendimento médico nos primeiros sintomas. Assim, dores abdominais, redução do volume da urina, além de febre, vômito e dor de cabeça, são sinais de alerta. Na consulta, é importante que você informe ao médico se viajou para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, se já tomou a vacina contra a febre amarela e quando tomou.
A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais. Contudo, cerca de 15% desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesses casos, o tratamento é feito com a internação do paciente. Até 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. O óbito pode ocorrer em um período de sete dias se não for tratada rapidamente.
Vacinação
Existe vacina eficaz contra a febre amarela, que deve ser renovada a cada dez anos. Nas áreas de risco, a vacinação deve ser feita a partir dos seis meses de vida. De maneira geral, a partir dos nove meses, a vacina deveria ser recomendada para as demais pessoas, uma vez que existe a possibilidade de novos surtos da doença caso uma pessoa infectada pela febre amarela silvestre retorne para regiões mais povoadas onde exista o mosquito Aedes aegypti.
A vacinação é recomendada, especialmente, aos viajantes que se dirigem para localidades, como zonas de florestas e cerrados, e deve ser tomada dez dias antes da viagem para que o organismo possa produzir os anticorpos necessários.
Recomendações
* Vacine-se contra febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar para áreas de risco e não se esqueça das doses de reforço que devem ser repetidas a cada dez anos;
* Use, sempre que possível, calças e camisas que cubram a maior parte do corpo;
* Aplique repelente sistematicamente. Não se esqueça de passá-lo também na nuca e nas orelhas. Repita a aplicação a cada quatro horas, ou a cada duas horas se tiver transpirado muito;
* Não se esqueça de reaplicar o repelente toda a vez que molhar o corpo ou entrar na água;
* Use mosqueteiro, quando for dormir nas áreas de risco, e também telas milimétricas nas janelas.
* Procure informar-se sobre os lugares para os quais vai viajar e consulte um médico ou os núcleos de atendimento ao viajante para esclarecimentos sobre cuidados preventivos;
* Erradicar o mosquito transmissor da febre amarela é impossível, mas combater o mosquito da dengue nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos de febre amarela nas áreas urbanas. Não se descuide das normas básicas de prevenção.
fonte: https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/febre-amarela/