quinta-feira, 20 de abril de 2017

Controle de baratas


Periplaneta americana (BARATA-DE-ESGOTO):
A Periplaneta americana, também denominada de barata grande, barata voadora, barata-de-esgoto, é uma das espécies domésticas mais comuns no Brasil. As baratas americanas podem viver em grandes grupos sobre paredes nuas, desde que não haja perigo ou distúrbios constantes como predadores naturais ou outros riscos (movimento, barulho, etc...). No entanto, normalmente apresentam um comportamento mais tímido, vivendo em ambientes mais reclusos e maiores, uma vez que se tratam de insetos grandes, que não podem se esconder em qualquer lugar. Os locais preferidos para os adultos se estabelecerem são os esgotos, as canaletas de cabos, as caixas de inspeção, as galerias de águas pluviais e as tubulações elétricas. Aparecem também em áreas pouco freqüentadas por pessoas como os arquivos e depósitos em geral, principalmente onde haja abundância de papelão, seu esconderijo preferido.
Blatella germanica(BARATA ALEMÃ):
A  B. germanica é denominada de barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de barata de pequeno tamanho, altamente prolífica. Como ninfa chega a medir um milímetro. Os lugares preferidos para se abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, etc. Áreas onde ocorrem a manipulação e armazenagem de alimentos estão sujeitas a infestação pela . Assim, embalagens de produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga, uma vez que elas se alojam facilmente em pequenos espaços em caixas de papelão, sacos plásticos e outros materiais. É desta maneira que a barata alemã, assim como outras, pode se dispersar com facilidade para qualquer lugar do mundo, seja vizinhança, seja outro país. Ocorre a concentração de baratas alemãs na cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponível. Em nossas residências podemos facilmente criar habitats para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos entre a instalação elétrica/ hidráulica e as paredes, espaço entre o fundo de armários embutidos e gabinetes em relação a parede. Também são encontradas em armários fechados pouco ventilados, com acúmulo de materiais como em maleiros de guarda-roupas, cabine de quadros de energia e relógio de água, porões, sótãos.

 MÉTODOS DE PREVENÇÃO:  AS SEGUINTES RECOMENDAÇÕES PROPICIAM UM CONTROLE PREVENTIVO DAS BARATAS OU A DIMINUIÇÃO DA INFESTAÇÃO, NO CASO DE JÁ SE ENCONTRAREM NO AMBIENTE:
 1 - Verificação dos locais onde há acúmulo de lixos recolhendo-os ou fechando os hermeticamente, devendo manter a casa sempre limpa e o terreno em volta sempre capinado. Remover diariamente todo o lixo em sacos plásticos, principalmente restos alimentares. Lavar periodicamente a lixeira, mantendo a seca e bem fechada.
2 - Conservação dos alimentos de modo a impedir o alcance das baratas. Doces, pães, biscoitos devem ser guardados em vasilhas bem fechadas ou na geladeira.
3 - Limpeza periódica (quinzenal) de caixas de gordura, mantendo-as sempre bem fechadas
4 - Eliminação dos abrigos rebocando-se ou vedando com silicone frestas e outras fendas e eliminação de mesas e armários de madeira das áreas de alimentação. As frestas de armários de cozinha, em cima e abaixo da pia, devem ser vedadas e deve ser feita limpeza periódica do interior destes armários
5 - Limpeza diária do fogão e embaixo da geladeira e manutenção da bancada da pia bem seca e limpa durante a noite
6 Revisão de mercadorias e o descarte total de todas as embalagens de papelão ou de madeira usadas para o transporte de alimentos (insetos adultos ou seus ovos são disseminados desta maneira)
7 - Eliminação / inspeção dos locais de acesso, tais como: conduítes elétricos, canalizações de águas pluviais, interruptores de luz, saídas de telefones, etc. Manter bem justas as tampas, trocando os espelhos de tomadas ou interruptores quebrados.
8 - Limpeza periódica dos ralos da cozinha, área de serviço e banheiros que devem ser do tipo abre e fecha para impedir a passagem de insetos quando em desuso.
9 - Vedação de borracha em todas as portas que dão para o exterior das edificações. Os habitats preferenciais das baratas são perto das fontes de calor e abrigos como motores de geladeira, freezer, fogões, fornos, coifas, estufas e outros maquinários, locais com pouca ou nenhuma luminosidade. Portanto, deve-se sempre examinar armários, gabinetes, guarnições de portas, prateleiras, quadros de energia elétrica, forros, sob pias e  bancadas, depósitos, ralos, caixas de inspeção em cozinhas, rede de tubulações, lixeiras, nos pés e sob os balcões e mesas. Verificar as borrachas de portas de freezers e geladeiras, gabinetes e armários cujas fórmicas estejam soltas ou o compensado esteja muito úmido e dilatado.
MÉTODOS DE CONTROLE:  A estratégia básica de controle implica na adoção de medidas de saneamento do meio, conforme visto em medidas preventivas de controle, e a aplicação de inseticidas nas áreas de abrigo do inseto. Hoje em dia existem vários tipos de formulações inseticidas que podem ser aplicadas com segurança no ambiente doméstico, desde formulações líquidas, até sólidas (iscas a base de gel, grânulos, armadilhas, etc.). A aplicação de inseticidas deve ser orientada para os locais de abrigo destes insetos, assim como frestas e ranhuras existentes na estrutura. Podem ser aplicados também em superfícies, visando os locais por onde a barata supostamente irá caminhar (aplicações em banda, nos cantos de paredes e aplicações ao redor do domicílio ou peridomiciliar).

fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/sa/impressos/adm/FO086.pdf

BARATAS PODEM CONTAMINAR OS ALIMENTOS E CAUSAR DOENÇAS GRAVES. MANTENHA O AMBIENTE SEMPRE LIMPO E OS ALIMENTOS PROTEGIDOS. 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Guarda responsável



Repetiremos isto vezes sem conta: não compre, não adote e não tenha animais em casa, se não tiver as condições para cuidar deles até ao fim da sua longevidade natural.

Viagem não justifica abandono!


Feriado chegando e se você é minimamente  responsável, surge a preocupação: onde deixar os bichinhos na hora de viajar?
Animais de estimação, principalmente cachorros e gatos, são muito apegados aos donos. Por isso sofrem quando estes se ausentam por muito tempo. Então, para que tanto você quanto o seu bichinho fiquem tranquilos durante a sua viagem, atente a alguns fatores na hora de deixar seu pet em algum lugar ou confiá-lo a alguém.
Se a opção for:
Hotéis para cães
Antes de deixar seu cachorro em um hotel, verifique as condições do lugar. O ambiente é limpo? Os animais ficam o tempo todo presos ou há um ambiente externo para passeio? Se julgar necessário, verifique também se há um veterinário à disposição. Por fim, dê preferência a hotéis recomendados por conhecidos.
Casa de um parente ou amigo
Neste caso, o importante é se certificar de que a presença do seu pet não será de fato um incômodo para seu amigo. Depois, é só levar todos os brinquedos, potes e ração para a casa que vai acolher seu melhor amigo e curtir as férias.
Deixá-lo sozinho? Jamais.
Algumas pessoas que deixam comida e água para o animal e viajam despreocupadamente. Isto não é recomendável pois, além de o bichinho se sentir abandonado (o que de fato acontece), há sempre o risco de que algo ruim aconteça. Por exemplo, ele pode derrubar a água e ficar com sede; pode se machucar em algum lugar da casa; passar mal; entre outras coisas.
Por outro lado, entendo que deixar o bichinho em casa possa ser a única solução para algumas pessoas. Neste caso, a dica é pedir a um vizinho caridoso e de confiança que, pelo menos duas vezes por dia, vá até sua casa e diga um “olá” ao seu querido cão (ou gato etc). O ideal é que, além de colocar água e comida, essa pessoa possa dar o mínimo de atenção a ele!
Enfim, hoje há alguns serviços particulares de pessoas que disponibilizam suas casas para abrigar cães por uma diária mínima, algo em torno de 30 reais. Procure saber se você não conhece alguém que faça esse tipo de serviço, a um preço bem mais barato (eu mesma conheço uma pessoa super de confiança!) que o hotel convencional. Assim, enquanto estiver viajando, essa pessoa suprirá as principais necessidades do seu cãozinho: água, comida e carinho!

fonte: http://blog.selecoes.com.br/ferias-onde-deixar-seu-bichinho-na-hora-de-viajar/
Lembre-se que abandono de animais é crime, assim como largá-los na casa vazia sem os cuidados diários de uma pessoa responsável. Portanto planeje bem suas viagens e tenha a certeza de que seus animais ficarão em segurança até que você volte.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Abandono de animais é crime. Denuncie.



Mais um feriado chegando e é sempre tempo de lembrar aos desavisados: NÃO EXISTEM DESCULPAS PARA JUSTIFICAR O ABANDONO. SE VOCÊ NÃO PODE MAIS CUIDAR, DEVE PROCURAR UM NOVO LAR E NOVOS DONOS QUE POSSAM CUIDAR BEM DO SEU ANIMAL E PARA SEMPRE. CADA UM É RESPONSÁVEL PELOS SEUS ATOS E DECISÕES, E DEVE ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS DELES. ABANDONAR É ANIMAIS É CRIME  E AS PESSOAS QUE DESCUMPREM AS LEIS DEVEM SER PUNIDAS.


quinta-feira, 2 de março de 2017

A ameaça dos parasitas e insetos no verão



Pulgas, carrapatos e mosquitos se multiplicam com o calor e podem transmitir doenças tanto aos animais quanto às pessoas. Saiba como lidar com isso:

Durante o verão, o País se mobiliza para reforçar os habituais cuidados contra o mosquito  Aedes aegypti. Essa é a época em que habitualmente cresce a população do mosquito e, consequentemente, aumentam os índices das doenças transmitidas pelo inseto, como a dengue e a zika. Mas o Aedes não é o único que se aproveita do clima quente e úmido para se proliferar e disseminar doenças. Nessa estação também aumenta o número de pulgas, carrapatos, moscas e outros vetores de enfermidades que podem ser fatais para humanos e animais de estimação.
PULGAS: o inimigo mais conhecido da saúde animal e que se multiplica com facilidade nessa época do ano é a pulga, que encontra abrigo em praticamente qualquer lugar da casa. Esse inseto se esconde em lugares como carpetes, estofados e tapetes. Eliminá-lo pode ser bastante difícil, mesmo nas residências mais limpas. Como a pulga também está presente em ambientes externos, como praças e parques, habitualmente aproveita a oportunidade de um passeio para pegar carona na pelagem do pet e instalar moradia na sala de estar ou em outro cômodo ao qual o animal tenha acesso. Além da coceira e do incômodo, a pulga também pode transmitir doenças sérias a humanos e animais. É, portanto, importante que o proprietário esteja alerta para a presença do inseto em casa. Nos gatos, por exemplo, a pulga pode transmitir bactérias que causam a micoplasmose hemotrópica, ou anemia infecciosa felina, como é popularmente conhecida. A doença causa fraqueza e falta de apetite, além de levar ao aumento dos nódulos linfáticos. Sem tratamento correto, o felino poderá morrer.
CARRAPATOS: eles representam grande ameaça à saúde animal pelo risco de transmitirem a erliquiose e a babesiose, ambas popularmente conhecidas apenas como doença do carrapato. Esses males, causados por bactéria passadas pelo ectoparasita, comprometem respectivamente a taxa de leucócitos e de plaquetas ou a dos glóbulos vermelhos do paciente. As duas condições são fatais se não forem tratadas.
MOSQUITOS: outro vilão que merece atenção especial dos proprietários de pets no verão, além do Aedes aegypti, é o mosquito Culex pipiens. Ele é vetor de diversas doenças, entre elas a Dirofilariose. A enfermidade é causada quando o inseto transmite um nematódeo que afeta a artéria pulmonar, a veia cava e o coração – por isso a doença é popularmente conhecida como “verme do coração”. Igualmente perigosos são os flebotomíneos, vulgarmente chamados de mosquito-palha. Esses insetos de apenas três milímetros são transmissores do parasito que causa a leishmaniose, doença fatal que tem o cão como principal reservatório urbano.
SAÚDE ÚNICA: manter os insetos transmissores sob controle exige constante eliminação de focos que possam servir de criadouros ou atrativos para eles. Estima-se, por exemplo, que pulgas e carrapatos encontrados nos animais representem apenas 5% da popula- ção local – os 95% restantes vivem livremente no ambiente. Quanto mais um lugar favorecer a presença ou dispersão de determinado vetor, maior a possibilidade da ocorrência de doenças. É importante ressaltar que, ao cuidar do ambiente onde vive o seu cão ou gato, você não zela apenas pela saúde do animal. Também protege a sua família e a comunidade contra a transmissão de zoonoses. O conjunto formado pela saúde do ambiente, dos animais e das pessoas forma a tríade definida como“Saúde Única”. Para o combate preventivo a doenças ser totalmente eficiente é preciso que esses três aspectos sejam considerados. Por isso, a atenção ao local onde seu animal e sua família vivem é tão importante.
PREVENÇÃO: verificar a cabeça e o pescoço do animal depois de cada passeio à procura de pulgas é um hábito importante. A rotina também deve incluir exame de presença de carrapatos, principalmente no caso dos cães. Atenção às patas, especialmente entre os dedos e nos coxins (“almofadas” sobre as quais as patas se apoiam no piso). Blindar a residência contra insetos vetores pode ser um desafio, mas o proprietário é capaz de reduzir consideravelmente as chances de infecção. Contribuem para isso precauções como acondicionar corretamente o lixo, evitar o acúmulo de entulho e manter o ambiente sempre limpo. É necessária atenção para qualquer ponto que possa servir de foco aos vetores. Enquanto os mosquitos dependem de reservatórios de água para completar seu ciclo reprodutivo, os flebotomíneos precisam apenas de solo úmido ou de matéria orgânica para se desenvolverem. Algumas medidas importantes de prevenção são proteger os reservatórios de água, guardar corretamente a comida, inclusive a do animal, e proteger a residência e o canil com telas. O proprietário deve tomar todas as ações possíveis para limitar o acesso dos vetores à água, aos alimentos e aos abrigos. No caso de áreas consideradas de risco, tratamentos pré-exposição podem ser recomendados por um médico-veterinário. Outras formas de controle vetorial ajudam a aumentar ainda mais a proteção dos animais, como o uso de coleiras inseticidas e os banhos terapêuticos com produtos voltados para esse objetivo. Mas essas medidas devem ser utilizadas somente com orientação do médico-veterinário, lembrando que ajudam a evitar doenças, mas não eliminam o risco por completo. Informe-se com um profissional sobre quais vetores são mais comuns na sua região e sobre as medidas que podem ser tomadas para proteger o seu animal de estimação.

fonte: http://portal.cfmv.gov.br/uploads/files/452_amigo_vet%20FINAL.pdf


CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO E CUIDE DA SAÚDE DO SEUS ANIMAIS.