sexta-feira, 26 de maio de 2017

Coleira antileishmaniose é método mais eficaz para controle da doença em cães

 

 Doença tropical, a leishmaniose ainda leva ao sofrimento e à morte milhares de cães anualmente. O mais chocante é saber que, no Brasil, uma grande parte dos animais não morre pela doença em si, mas sacrificados ao serem diagnosticados. Isso porque o Ministério da Saúde proíbe o tratamento dos cães contaminados e recomenda a eutanásia.
No grupo cada vez maior de veterinários a questionar essa medida drástica, Anaiá da Paixão Sevá propõe o uso de coleira com inseticida em cães como método preventivo. Pesquisa realizada por ela na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP mostrou que, se houver um encoleiramento em massa dos cães (cerca de 75%), o método é bastante eficiente no controle da doença.
Em um cenário de intervenção, quando comparado o uso da coleira com a vacinação de animais soronegativos (não contaminados) e com o sacrifício de animais soropositivos (com o parasita), foi encontrada a seguinte situação: a eficácia da coleira chegou a quase que 100% na diminuição de cães e humanos infectados, enquanto que a vacina atinge 80% e a eutanásia, 90% de redução.
O acessório, que dura de 4 a 6 meses, é impregnado de inseticida (deltrametrina) e tem a função de espantar e matar o mosquito-palha, vetor da doença. Assim, o método exclui a prática da eutanásia dos animais contaminados, protocolo polêmico utilizado pelos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) brasileiros.

Doença grave

A leishmaniose é transmitida por meio da picada do mosquito infectado, o flebotomíneo, inseto comum em algumas regiões do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, em áreas quentes e onde há acúmulo de matéria orgânica. A transmissão do parasita ocorre principalmente através da picada do inseto infectado, popularmente conhecido como mosquito-palha, tanto em animais como em seres humanos, não sendo possível a transmissão direta de animal para humanos e vice-versa.
Caso não seja tratada e dependendo das condições imunológicas do infectado, a leishmaniose pode evoluir e se tornar uma doença grave, trazendo consequências igualmente importantes para os cães e para as pessoas, podendo até levar à morte. Em humanos, os sintomas mais comuns são a febre prolongada, anemia, indisposição, palidez das mucosas, falta de apetite, perda de peso e aumento do abdome devido ao aumento do fígado e do baço. No animal, há a descamação e úlceras da pele, pelos opacos e quebradiços, febre, atrofia muscular, fraqueza, anorexia, lesões oculares e aumento exacerbado das unhas.
A pesquisa foi feita com dados coletados em Panorama, extremo oeste de São Paulo. Em 2013, o município tinha uma concentração de 30% de animais soropositivos. Segundo Anaiá, todos os métodos de controle aplicados em cães na região geraram impacto positivo inclusive nas populações humanas, porém, o que a pesquisadora chama a atenção é para a questão ética envolvida no protocolo da eutanásia. “Muitos dos animais sacrificados gozam de pleno vigor e estão aparentemente saudáveis, mesmo sendo soropositivos”.
A pesquisadora também levou em consideração a complexidade da operacionalização da eutanásia em animais soropositivos e a vacinação dos soronegativos. Para aplicar tanto um procedimento quanto o outro é necessário que um veterinário faça um exame de sangue para saber as condições de saúde do animal. O tempo de espera para obtenção do resultado pode ser suficiente para que o cão continue transmitindo a doença. No caso da vacina, também tem o custo das três dosagens que devem ser feitas no primeiro ano de imunização, passando depois para dosagem única a partir do segundo ano.
A pesquisa fez parte da tese Impacto de diferentes métodos de controle na dinâmica da leishmaniose visceral em áreas endêmicas do Brasil, de autoria de Anaiá da Paixão Sevá, sob orientação do professor Fernando Ferreira, do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses da FMVZ. O trabalho também teve a colaboração da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e do Instituto de Salud Carlos III, Espanha, onde Anaiá realizou doutorado.
 
 
 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Campanha sobre bem estar animal


Campanha

CFMV lança campanha sobre bem-estar animal
Você sabia que os animais são seres sencientes, ou seja, capazes de sentir emoções como medo e felicidade? Cada vez mais a sociedade reconhece a importância de pensar alternativas para minimizar a dor e o sofrimento dos animais.
Pensando nisso, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lançou uma campanha nacional sobre bem-estar animal que tem como objetivo informar e conscientizar a população sobre o seu papel, tendo os médicos veterinários e zootecnistas como grandes aliados na promoção do bem-estar animal.
Em todas as áreas, seja para animais de produção, de companhia, selvagens ou de laboratório, o bem-estar deve ser considerado e o comportamento de cada espécie conhecido pelo médico veterinário e zootecnista para que suas necessidades sejam atendidas.
Um animal com alto grau de bem-estar, segundo a Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar animal do CFMV é considerado aquele que tem boa saúde e que pode expressar seu comportamento natural. O comportamento natural de um cão, por exemplo, inclui cavar; o de um porco, fuçar; o de um pássaro voar, e assim por diante.
A promoção do bem-estar animal anda de mãos dadas com a promoção do bem-estar humano e da sustentabilidade. É o chamado Bem-estar Único, conceito ligado ao de Saúde Única, que fala da integração entre a saúde e o bem-estar dos animais, seres humanos e condições ambientais.
As Cinco Liberdades
A expressão do comportamento natural da espécie é uma das cinco liberdades que todo animal deve ter. As liberdades são um instrumento reconhecido mundialmente para diagnosticar o bem-estar animal e incluem os principais aspectos que influenciam a qualidade de vida do animal.
São elas: a liberdade de sede, fome e má-nutrição; a liberdade de dor e doença; a liberdade de desconforto; a liberdade para expressar o comportamento natural da espécie; a liberdade de medo e de estresse.
A liberdade nutricional leva em conta se o animal tem acesso a comida e água na quantidade, qualidade e frequência ideais. Caso o animal não tem uma dieta adequada e hidratação apropriada, pode haver desequilíbrio nutricional, gerando obesidade, por exemplo.
A liberdade de dor e doença fala das questões de saúde física. No caso dos animais de companhia, pode haver maior risco de transmissão de doenças entre animais e humanos. As vacinações devem estar sempre em dia, segundo a Cebea, para que o bem-estar único, ou seja, o bem-estar dos animais e seres humanos levando em conta o cuidado com o meio ambiente, seja promovido.
O animal também deve estar livre de desconforto, em um ambiente com abrigo, com temperaturas confortáveis para a espécie e superfícies adequadas para proporcionar conforto. Animais selvagens colocados em recintos pequenos, como gaiolas, por exemplo, não estão exercendo essa liberdade. 
A expressão do comportamento natural da espécie deve ser sempre considerada para medir a qualidade de vida e bem-estar do animal. É preciso um espaço que não restrinja os comportamentos do animal, por isso é importante estimular os animais com tarefas e objetos que permitam seus comportamentos naturais. Quando o animal não consegue fazer isso, podem aparecer comportamentos anormais, como andar repetitivamente.
liberdade de medo e de estresse diz que os animais devem ser livres de sentimentos negativos, para evitar que sofram. Um exemplo é quando há incompatibilidade entre animais domésticos, em que a família introduz um novo animal na casa, caso em que é importante a orientação de um médico veterinário.
Sobre a campanha
A campanha contará com ações variadas, que buscam levar as pessoas e os profissionais à reflexão e ao maior entendimento sobre o bem-estar animal.  Uma delas é um quiz, produzido para testar seus conhecimentos sobre o tema do bem-estar. Resolva clicando aqui e divulgue seu resultado.
Um vídeo de 30 segundos também foi criado para chamar a atenção da sociedade e dos profissionais sobre a importância de se pensar o bem-estar animal. O filme será exibido nos canais AXN, Animal Planet, Globo News e Canal Rural e também em salas de cinema de todo o Brasil. Saiba onde assistir.
Estão disponíveis ainda cinco podcasts sobre temas ligados ao bem-estar animal, com exemplos que esclarecem as principais dúvidas da sociedade.
Outra novidade da campanha é o Twibbon – ferramenta que permite mudar sua foto de perfil do Facebook e usar um filtro especial para mostrar que você aderiu à causa da campanha. Clique aqui e crie o seu.
Além da Revista CFMV, a revista de bordo da companhia aérea Azul também terá um anúncio da campanha no mês de maio. Vai viajar? Não deixe de conferir.
Compartilhe ainda os posts da campanha nas redes sociais, use a tag #bemestaranimal e ajude a criar uma rede de pessoas envolvidas com o tema!
A promoção do bem-estar animal é papel de todos. 
fonte: http://portal.cfmv.gov.br/portal/pagina/index/id/150/secao/9



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Controle de baratas


Periplaneta americana (BARATA-DE-ESGOTO):
A Periplaneta americana, também denominada de barata grande, barata voadora, barata-de-esgoto, é uma das espécies domésticas mais comuns no Brasil. As baratas americanas podem viver em grandes grupos sobre paredes nuas, desde que não haja perigo ou distúrbios constantes como predadores naturais ou outros riscos (movimento, barulho, etc...). No entanto, normalmente apresentam um comportamento mais tímido, vivendo em ambientes mais reclusos e maiores, uma vez que se tratam de insetos grandes, que não podem se esconder em qualquer lugar. Os locais preferidos para os adultos se estabelecerem são os esgotos, as canaletas de cabos, as caixas de inspeção, as galerias de águas pluviais e as tubulações elétricas. Aparecem também em áreas pouco freqüentadas por pessoas como os arquivos e depósitos em geral, principalmente onde haja abundância de papelão, seu esconderijo preferido.
Blatella germanica(BARATA ALEMÃ):
A  B. germanica é denominada de barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de barata de pequeno tamanho, altamente prolífica. Como ninfa chega a medir um milímetro. Os lugares preferidos para se abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, etc. Áreas onde ocorrem a manipulação e armazenagem de alimentos estão sujeitas a infestação pela . Assim, embalagens de produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga, uma vez que elas se alojam facilmente em pequenos espaços em caixas de papelão, sacos plásticos e outros materiais. É desta maneira que a barata alemã, assim como outras, pode se dispersar com facilidade para qualquer lugar do mundo, seja vizinhança, seja outro país. Ocorre a concentração de baratas alemãs na cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponível. Em nossas residências podemos facilmente criar habitats para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos entre a instalação elétrica/ hidráulica e as paredes, espaço entre o fundo de armários embutidos e gabinetes em relação a parede. Também são encontradas em armários fechados pouco ventilados, com acúmulo de materiais como em maleiros de guarda-roupas, cabine de quadros de energia e relógio de água, porões, sótãos.

 MÉTODOS DE PREVENÇÃO:  AS SEGUINTES RECOMENDAÇÕES PROPICIAM UM CONTROLE PREVENTIVO DAS BARATAS OU A DIMINUIÇÃO DA INFESTAÇÃO, NO CASO DE JÁ SE ENCONTRAREM NO AMBIENTE:
 1 - Verificação dos locais onde há acúmulo de lixos recolhendo-os ou fechando os hermeticamente, devendo manter a casa sempre limpa e o terreno em volta sempre capinado. Remover diariamente todo o lixo em sacos plásticos, principalmente restos alimentares. Lavar periodicamente a lixeira, mantendo a seca e bem fechada.
2 - Conservação dos alimentos de modo a impedir o alcance das baratas. Doces, pães, biscoitos devem ser guardados em vasilhas bem fechadas ou na geladeira.
3 - Limpeza periódica (quinzenal) de caixas de gordura, mantendo-as sempre bem fechadas
4 - Eliminação dos abrigos rebocando-se ou vedando com silicone frestas e outras fendas e eliminação de mesas e armários de madeira das áreas de alimentação. As frestas de armários de cozinha, em cima e abaixo da pia, devem ser vedadas e deve ser feita limpeza periódica do interior destes armários
5 - Limpeza diária do fogão e embaixo da geladeira e manutenção da bancada da pia bem seca e limpa durante a noite
6 Revisão de mercadorias e o descarte total de todas as embalagens de papelão ou de madeira usadas para o transporte de alimentos (insetos adultos ou seus ovos são disseminados desta maneira)
7 - Eliminação / inspeção dos locais de acesso, tais como: conduítes elétricos, canalizações de águas pluviais, interruptores de luz, saídas de telefones, etc. Manter bem justas as tampas, trocando os espelhos de tomadas ou interruptores quebrados.
8 - Limpeza periódica dos ralos da cozinha, área de serviço e banheiros que devem ser do tipo abre e fecha para impedir a passagem de insetos quando em desuso.
9 - Vedação de borracha em todas as portas que dão para o exterior das edificações. Os habitats preferenciais das baratas são perto das fontes de calor e abrigos como motores de geladeira, freezer, fogões, fornos, coifas, estufas e outros maquinários, locais com pouca ou nenhuma luminosidade. Portanto, deve-se sempre examinar armários, gabinetes, guarnições de portas, prateleiras, quadros de energia elétrica, forros, sob pias e  bancadas, depósitos, ralos, caixas de inspeção em cozinhas, rede de tubulações, lixeiras, nos pés e sob os balcões e mesas. Verificar as borrachas de portas de freezers e geladeiras, gabinetes e armários cujas fórmicas estejam soltas ou o compensado esteja muito úmido e dilatado.
MÉTODOS DE CONTROLE:  A estratégia básica de controle implica na adoção de medidas de saneamento do meio, conforme visto em medidas preventivas de controle, e a aplicação de inseticidas nas áreas de abrigo do inseto. Hoje em dia existem vários tipos de formulações inseticidas que podem ser aplicadas com segurança no ambiente doméstico, desde formulações líquidas, até sólidas (iscas a base de gel, grânulos, armadilhas, etc.). A aplicação de inseticidas deve ser orientada para os locais de abrigo destes insetos, assim como frestas e ranhuras existentes na estrutura. Podem ser aplicados também em superfícies, visando os locais por onde a barata supostamente irá caminhar (aplicações em banda, nos cantos de paredes e aplicações ao redor do domicílio ou peridomiciliar).

fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/sa/impressos/adm/FO086.pdf

BARATAS PODEM CONTAMINAR OS ALIMENTOS E CAUSAR DOENÇAS GRAVES. MANTENHA O AMBIENTE SEMPRE LIMPO E OS ALIMENTOS PROTEGIDOS. 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Guarda responsável



Repetiremos isto vezes sem conta: não compre, não adote e não tenha animais em casa, se não tiver as condições para cuidar deles até ao fim da sua longevidade natural.

Viagem não justifica abandono!


Feriado chegando e se você é minimamente  responsável, surge a preocupação: onde deixar os bichinhos na hora de viajar?
Animais de estimação, principalmente cachorros e gatos, são muito apegados aos donos. Por isso sofrem quando estes se ausentam por muito tempo. Então, para que tanto você quanto o seu bichinho fiquem tranquilos durante a sua viagem, atente a alguns fatores na hora de deixar seu pet em algum lugar ou confiá-lo a alguém.
Se a opção for:
Hotéis para cães
Antes de deixar seu cachorro em um hotel, verifique as condições do lugar. O ambiente é limpo? Os animais ficam o tempo todo presos ou há um ambiente externo para passeio? Se julgar necessário, verifique também se há um veterinário à disposição. Por fim, dê preferência a hotéis recomendados por conhecidos.
Casa de um parente ou amigo
Neste caso, o importante é se certificar de que a presença do seu pet não será de fato um incômodo para seu amigo. Depois, é só levar todos os brinquedos, potes e ração para a casa que vai acolher seu melhor amigo e curtir as férias.
Deixá-lo sozinho? Jamais.
Algumas pessoas que deixam comida e água para o animal e viajam despreocupadamente. Isto não é recomendável pois, além de o bichinho se sentir abandonado (o que de fato acontece), há sempre o risco de que algo ruim aconteça. Por exemplo, ele pode derrubar a água e ficar com sede; pode se machucar em algum lugar da casa; passar mal; entre outras coisas.
Por outro lado, entendo que deixar o bichinho em casa possa ser a única solução para algumas pessoas. Neste caso, a dica é pedir a um vizinho caridoso e de confiança que, pelo menos duas vezes por dia, vá até sua casa e diga um “olá” ao seu querido cão (ou gato etc). O ideal é que, além de colocar água e comida, essa pessoa possa dar o mínimo de atenção a ele!
Enfim, hoje há alguns serviços particulares de pessoas que disponibilizam suas casas para abrigar cães por uma diária mínima, algo em torno de 30 reais. Procure saber se você não conhece alguém que faça esse tipo de serviço, a um preço bem mais barato (eu mesma conheço uma pessoa super de confiança!) que o hotel convencional. Assim, enquanto estiver viajando, essa pessoa suprirá as principais necessidades do seu cãozinho: água, comida e carinho!

fonte: http://blog.selecoes.com.br/ferias-onde-deixar-seu-bichinho-na-hora-de-viajar/
Lembre-se que abandono de animais é crime, assim como largá-los na casa vazia sem os cuidados diários de uma pessoa responsável. Portanto planeje bem suas viagens e tenha a certeza de que seus animais ficarão em segurança até que você volte.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Abandono de animais é crime. Denuncie.



Mais um feriado chegando e é sempre tempo de lembrar aos desavisados: NÃO EXISTEM DESCULPAS PARA JUSTIFICAR O ABANDONO. SE VOCÊ NÃO PODE MAIS CUIDAR, DEVE PROCURAR UM NOVO LAR E NOVOS DONOS QUE POSSAM CUIDAR BEM DO SEU ANIMAL E PARA SEMPRE. CADA UM É RESPONSÁVEL PELOS SEUS ATOS E DECISÕES, E DEVE ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS DELES. ABANDONAR É ANIMAIS É CRIME  E AS PESSOAS QUE DESCUMPREM AS LEIS DEVEM SER PUNIDAS.


quinta-feira, 2 de março de 2017

A ameaça dos parasitas e insetos no verão



Pulgas, carrapatos e mosquitos se multiplicam com o calor e podem transmitir doenças tanto aos animais quanto às pessoas. Saiba como lidar com isso:

Durante o verão, o País se mobiliza para reforçar os habituais cuidados contra o mosquito  Aedes aegypti. Essa é a época em que habitualmente cresce a população do mosquito e, consequentemente, aumentam os índices das doenças transmitidas pelo inseto, como a dengue e a zika. Mas o Aedes não é o único que se aproveita do clima quente e úmido para se proliferar e disseminar doenças. Nessa estação também aumenta o número de pulgas, carrapatos, moscas e outros vetores de enfermidades que podem ser fatais para humanos e animais de estimação.
PULGAS: o inimigo mais conhecido da saúde animal e que se multiplica com facilidade nessa época do ano é a pulga, que encontra abrigo em praticamente qualquer lugar da casa. Esse inseto se esconde em lugares como carpetes, estofados e tapetes. Eliminá-lo pode ser bastante difícil, mesmo nas residências mais limpas. Como a pulga também está presente em ambientes externos, como praças e parques, habitualmente aproveita a oportunidade de um passeio para pegar carona na pelagem do pet e instalar moradia na sala de estar ou em outro cômodo ao qual o animal tenha acesso. Além da coceira e do incômodo, a pulga também pode transmitir doenças sérias a humanos e animais. É, portanto, importante que o proprietário esteja alerta para a presença do inseto em casa. Nos gatos, por exemplo, a pulga pode transmitir bactérias que causam a micoplasmose hemotrópica, ou anemia infecciosa felina, como é popularmente conhecida. A doença causa fraqueza e falta de apetite, além de levar ao aumento dos nódulos linfáticos. Sem tratamento correto, o felino poderá morrer.
CARRAPATOS: eles representam grande ameaça à saúde animal pelo risco de transmitirem a erliquiose e a babesiose, ambas popularmente conhecidas apenas como doença do carrapato. Esses males, causados por bactéria passadas pelo ectoparasita, comprometem respectivamente a taxa de leucócitos e de plaquetas ou a dos glóbulos vermelhos do paciente. As duas condições são fatais se não forem tratadas.
MOSQUITOS: outro vilão que merece atenção especial dos proprietários de pets no verão, além do Aedes aegypti, é o mosquito Culex pipiens. Ele é vetor de diversas doenças, entre elas a Dirofilariose. A enfermidade é causada quando o inseto transmite um nematódeo que afeta a artéria pulmonar, a veia cava e o coração – por isso a doença é popularmente conhecida como “verme do coração”. Igualmente perigosos são os flebotomíneos, vulgarmente chamados de mosquito-palha. Esses insetos de apenas três milímetros são transmissores do parasito que causa a leishmaniose, doença fatal que tem o cão como principal reservatório urbano.
SAÚDE ÚNICA: manter os insetos transmissores sob controle exige constante eliminação de focos que possam servir de criadouros ou atrativos para eles. Estima-se, por exemplo, que pulgas e carrapatos encontrados nos animais representem apenas 5% da popula- ção local – os 95% restantes vivem livremente no ambiente. Quanto mais um lugar favorecer a presença ou dispersão de determinado vetor, maior a possibilidade da ocorrência de doenças. É importante ressaltar que, ao cuidar do ambiente onde vive o seu cão ou gato, você não zela apenas pela saúde do animal. Também protege a sua família e a comunidade contra a transmissão de zoonoses. O conjunto formado pela saúde do ambiente, dos animais e das pessoas forma a tríade definida como“Saúde Única”. Para o combate preventivo a doenças ser totalmente eficiente é preciso que esses três aspectos sejam considerados. Por isso, a atenção ao local onde seu animal e sua família vivem é tão importante.
PREVENÇÃO: verificar a cabeça e o pescoço do animal depois de cada passeio à procura de pulgas é um hábito importante. A rotina também deve incluir exame de presença de carrapatos, principalmente no caso dos cães. Atenção às patas, especialmente entre os dedos e nos coxins (“almofadas” sobre as quais as patas se apoiam no piso). Blindar a residência contra insetos vetores pode ser um desafio, mas o proprietário é capaz de reduzir consideravelmente as chances de infecção. Contribuem para isso precauções como acondicionar corretamente o lixo, evitar o acúmulo de entulho e manter o ambiente sempre limpo. É necessária atenção para qualquer ponto que possa servir de foco aos vetores. Enquanto os mosquitos dependem de reservatórios de água para completar seu ciclo reprodutivo, os flebotomíneos precisam apenas de solo úmido ou de matéria orgânica para se desenvolverem. Algumas medidas importantes de prevenção são proteger os reservatórios de água, guardar corretamente a comida, inclusive a do animal, e proteger a residência e o canil com telas. O proprietário deve tomar todas as ações possíveis para limitar o acesso dos vetores à água, aos alimentos e aos abrigos. No caso de áreas consideradas de risco, tratamentos pré-exposição podem ser recomendados por um médico-veterinário. Outras formas de controle vetorial ajudam a aumentar ainda mais a proteção dos animais, como o uso de coleiras inseticidas e os banhos terapêuticos com produtos voltados para esse objetivo. Mas essas medidas devem ser utilizadas somente com orientação do médico-veterinário, lembrando que ajudam a evitar doenças, mas não eliminam o risco por completo. Informe-se com um profissional sobre quais vetores são mais comuns na sua região e sobre as medidas que podem ser tomadas para proteger o seu animal de estimação.

fonte: http://portal.cfmv.gov.br/uploads/files/452_amigo_vet%20FINAL.pdf


CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO E CUIDE DA SAÚDE DO SEUS ANIMAIS.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Vigilância Sanitária alerta para armazenamento de alimentos no verão




Em períodos com temperaturas mais elevadas, os cuidados ao armazenar produtos perecíveis precisam ser redobrados.


No verão, os riscos de contaminação dos alimentos são maiores e, consequentemente, os problemas de saúde, como intoxicações alimentares, também aumentam.
Para a coordenadora da Vigilância Sanitária de Alimentos da Secretaria de Estado da Saúde (PR), Karina Ruaro, é importante manter os alimentos refrigerados em uma temperatura de até 5ºC. “Entre os que precisam de mais atenção estão os chamados alimentos frescos como carnes, produtos lácteos, queijos, enfim, tudo o que for perecível merece mais cuidado”, garante.

SUPERMERCADO
Na hora da compra, o ideal é levar os alimentos o mais rápido possível para a refrigeração, evitando expô-los a altas temperaturas. “Quando a pessoa vai ao mercado no verão, é interessante que ela comece a compra pelos produtos não perecíveis, e, por fim, pegue os alimentos refrigerados e congelados, justamente para evitar que fiquem expostos ao calor por muito tempo”, diz Karina.
Além disso, é importante perceber se os produtos estão sendo armazenados em temperaturas adequadas no próprio supermercado. “Em alimentos congelados, você percebe nas embalagens se eles estão rígidos ou amolecidos. Isso vai indicar se a temperatura do equipamento de armazenamento está adequada ou não”, exemplifica a coordenadora.

PESCADOS
Os cuidados também devem ser lembrados na hora de comprar pescados. Se o peixe for fresco, a temperatura de conservação deve ser menor do que 4ºC. Além de manter sempre refrigerado na hora de transportar, deve-se notar no peixe as seguintes características: olhos brancos e salientes, brânquias de cor rosada a vermelho intenso, escamas firmes e sem a presença de manchas.

DENÚNCIA
A Secretaria da Saúde recomenda que a população compre produtos legalizados pelos serviços de inspeção sanitária e opte por estabelecimentos licenciados. O consumidor deve denunciar irregularidades à Vigilância Sanitária do município. 

Ao comprar e preparar alimentos no verão siga essas dicas:
• Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos;
• Prefira alimentos leves e de fácil digestão, como frutas e legumes;
• Certifique-se de que alimentos vendidos na praia estão bem cozidos ou assados;
• Na hora de descongelar alimentos, use preferencialmente o micro-ondas ou a geladeira. Não descongele em temperatura ambiente;
• Tome cuidado com alimentos com ovos como maionese e cremes. Após o preparo eles devem ser mantidos refrigerados;
• Fique atento com as embalagens. Não compre se estiverem perfuradas, sujas, amassadas, estufadas ou trincadas;
• Antes de comprar qualquer alimento, confira sempre a data de validade.
Fonte: SESA/Pr

Fonte: 
http://www.alimentosonline.com.br/index.php action=vqfrNqZNVXbpyq8rPMKcaM21qYwLVA&artigo_id=4841

Carnaval responsável.

O seu animal é sua responsabilidade, cuide dele com respeito.Se for viajar neste feriado de Carnaval, leve-o com você. Se não for possível providencie alguém de confiança para cuidar dele enquanto você viaja, ou algum hotel onde ele possa ficar em segurança. Lembre-se que abandono é crime. Não faça com o animal, o que você não gostaria que fizessem com você.
Maltratar e abandonar animais é coisa de gente canalha e covarde, e quem ainda tenta justificar é hipócrita.  


Abandono de animais é crime.



ANIMAL NÃO É OBJETO DESCARTÁVEL E NEM TEM DATA DE VALIDADE.
ABANDONO É CRIME (LEI FEDERAL 9605/98), INDEPENDENTE DA DESCULPA.
SE VOCÊ NÃO VAI CUIDAR, ENTÃO É MELHOR NÃO TER.


Dez minutos contra o Aedes: projeto da Fiocruz inspira herói de campanha


Desenho de menino com capa que diz: "Oi galera, eu sou o Dezinho. Aqui, eu e minha família vamos te dar umas dicas de como combater o mosquito aedes... Nessa conversa, todo mundo pode ser herói"
Por: Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)*
Pelo sétimo ano seguido, a campanha de combate ao Aedes aegypti lançada neste verão pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ) é inspirada nos conceitos do projeto 10 minutos contra o Aedes, desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Desta vez, a ação apresenta o herói mirim Dezinho, um menino carioca que busca ensinar a todos que bastam dez minutos por semana para eliminar os possíveis focos do mosquito em casa. Desenhado pelo ilustrador e designer Luciano Freitas, da Secretaria estadual de Saúde fluminense, o personagem protagoniza diversos materiais de campanha, como panfletos, tirinhas em quadrinhos e um jogo dos dez erros. Segundo a pasta, o herói pode ser utilizado por prefeituras e outros órgãos em suas ações de mobilização contra o mosquito. O material da campanha está disponível para download com licença Creative Commons, sem limitações de direitos autorais.
Lançado em 2011, o projeto idealizado por pesquisadores e profissionais de Comunicação do IOC é baseado em uma ideia simples: basta utilizar 10 minutos por semana para a realização de uma vistoria para evitar a proliferação do A. aegypti no ambiente doméstico. A intervenção periódica é suficiente para interromper o ciclo de vida do mosquito, que leva de 7 a 10 dias para se desenvolver do ovo até a forma adulta. Para orientar a população, um guia de checagem que destaca alguns dos criadouros mais comuns nas residências foi elaborado pelos especialistas, incluindo itens como caixa d’água, calha e bandeja de ar condicionado. O material aponta as principais medidas para eliminar esses possíveis focos e contém uma tabela para auxiliar na checagem semanal. Disponível para download gratuito, o folder pode ser utilizado por todos os interessados.
Desenvolvido inicialmente com o nome de 10 minutos contra a dengue, o projeto foi rebatizado depois que o A. aegypti passou a transmitir também os vírus da Zika e da Chikungunya no Brasil, passando a se chamar 10 Minutos Contra o Aedes. Através de parcerias, o projeto já inspirou o lançamento de campanhas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) e da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima (SESAU/RR), além das ações no Rio de Janeiro.
*Edição: Vinícius Ferreira
Fonte: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/conceito-desenvolvido-pelo-ioc-inspira-criacao-de-super-heroi-contra-o-aedes


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Diferentes modos de ajudar animais abandonados.



Você pode ajudar de várias formas:


- Atuando como Alimentador de Site em sua cidade. Cadastrando animais para adoção em CCZs, Abrigos, Lares Temporários e inserindo novos Alimentadores. Inserindo também Notícias/Comunicados e Eventos da ONG em que vc Ajuda.


- Atuando como Voluntário de Mão de Obra junto aos Abrigos de sua cidade, auxiliando-os a promover feiras de doação, conscientizando a população sobre posse responsável e bem estar animal.


- Atuando como Captador de Recursos para as Ongs ou Instituições, auxiliando-as na emissão de carnês para mensalistas que serão creditados diretamente na conta da ONG ou Instituição. Você pode organizar promoções beneficentes para arrecadar fundos para as mesmas. 

- Criando 1 Lar Temporário para Abrigar Animais sujeitos ao Abandono.


fonte: http://www.procure1amigo.com.br/ajudenos.aspx?site=p1a&origem=painel



O importante é fazer o bem, mas sempre com responsabilidade!


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Olha o Carnaval chegando aí, gente!



E vamos repetir pela milionésima vez: nunca se esqueça que o seu animal é sua responsabilidade. Se for viajar neste feriado de Carnaval, leve-o com você. Se não for possível providencie alguém de confiança para cuidar dele enquanto você viaja, ou algum hotel onde ele possa ficar em segurança. Lembre-se que abandono é crime. Não faça com o animal, o que você não gostaria que fizessem com você. E planeje tudo com antecedência, não vá deixar para a última hora. Seu animal confia e conta com você.

Abandono de animais é crime, lei federal 9605/98. E isto também vale para quem abandona os animais sozinhos em casa sem que haja alguém encarregado de cuidar deles todos os dias. Denuncie à polícia.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Como evitar que o cachorro se torne um fujão?


Os motivos que levam um cão a escapar ou a fugir podem ser diversos. Uma brechinha no portão ou um pequeno descuido na hora de entrar ou de sair com o carro, por exemplo, pode ser a oportunidade perfeita para o bichinho sair correndo!
Além de ser um momento triste e estressante para o dono e para a família, a fuga do cachorro representa um grande risco para a vida dele. As chances de acidentes e de atropelamentos existem, ainda mais com tantos atrativos ao redor.
Estabeleça limites
O adestramento é uma ferramenta importantíssima para o bom relacionamento entre o pet e o seu dono. Além de facilitar a comunicação, fará com que o cão saiba o que pode ou não fazer.
Quando o pet obedece aos comandos do dono, é muito mais fácil impedir que ele corra em direção a um portão aberto ou saia sozinho na rua.
Ensinar o animal a não sair sem a sua autorização é importante. No início pode parecer algo difícil, mas não é impossível! Praticando os treinamentos abaixo todos os dias, o pet aprende rápido e, assim, evita problemas maiores!
Dicas
1. Comece o aprendizado usando a guia. Aproxime-se do portão, brinque com o cão e vá para a rua. Ele naturalmente te seguirá, então, com a guia, impeça-o de sair e diga “não”.
2. Repita esse exercício algumas vezes, até que o cão tenha compreendido o que se espera dele e se recuse a ir para a rua. Quando isso acontecer, não se esqueça de elogiá-lo e de recompensá-lo com algo que ele goste bastante, como petiscos, carinho ou alguma brincadeira. É importante não permitir que o cão saia para a rua, para só depois corrigi-lo. Você não pode repreender o pet por obedecê-lo.
3. Jogue um brinquedo que ele goste na calçada e aguarde pela reação. Mantenha-o preso à guia! Caso ele tente buscar, impeça a tentativa.
4. Repita o exercício várias vezes e o recompense sempre que ele se mantiver firme e não sair sem a sua permissão.
Plaquinha de identificação
A identificação dos pets é muito importante. Uma plaquinha na coleira, com o nome do dono e um telefone de contato, pode ajudar, e muito, caso alguém o encontre.
Mesmo com todas as precauções, infelizmente, muitos cães acabam se perdendo. Caso tenha alguma informação sobre os cachorrinhos abaixo, entre em contato com o site Cachorro Perdido, parceiro da Cão Cidadão.

fonte: http://caocidadao.com.br/dicas/como-evitar-que-o-cachorro-se-torne-um-fujao/

E lembre-se de nunca deixar seu cão solto na rua sem supervisão. Ele pode se perder, sofrer algum acidente e até morrer.
Todo cão precisa de passeios regulares para fazer exercícios e se distrair, mas sempre de coleira e guia! E também é importante que ele conheça a vizinhança para se sentir familiarizado e seguro. Seja responsável e cuide bem do seu animal.
E nunca maltrate ou mantenha o seu animal acorrentado, pois ele vai se tornar infeliz e vai tentar fugir na primeira oportunidade. E quem não tentaria? 


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Sarna sarcóptica ou Escabiose


Sarna Sarcóptica ou Escabiose é uma doença dermatológica que ocorre nos cães e gatos e pode ser transmitida ao homem. É causada por um ácaro parasita e o contagio se dá após o animal entrar em contato direto com animais infectados ou com locais e objetos contaminados pelo ácaro, pois este pode sobreviver por alguns dias fora do hospedeiro.
O cão é, sem dúvidas, o animal de companhia mais atingido pela sarna sarcóptica, especialmente quando se trata de um cão vadio ou que vive em canis de cães abandonados. O gato raramente é infectado.
Este tipo de sarna causa coceira intensa no animal, vermelhidão da pele, queda de pelos e desenvolvimento de crostas e cascas. Infecções bacterianas na pele comumente ocorrem na pele inflamada e irritada.
Os ácaros sarcópticos preferem peles com pouco pelame, portanto são mais numerosos nas orelhascotovelos e abdomen. Com a evolução da doença, os pêlos caem e, eventualmente, os ácaros ocupam grandes áreas de pele.
O diagnóstico é realizado através de um raspado de pele e, posteriormente, observação do ácaro no microscópio.
TRATAMENTO
tratamento consiste na medicação acaricida associada à medicação sintomática e, se necessário, antibióticos, tratamento da coceira, banhos antissépticos, suplementos nutricionais específicos. A medicação acaricida pode ser administrada sob a forma injetável (sempre pelo médico veterinário) em banhos medicamentosos ou por via oral.
A melhora do animal é visível poucos dias após o início do tratamento e, em regra, a cura completa pode ser conseguida em duas semanas de tratamento. Casos graves ou crônicos podem demorar mais tempo, não pela ineficácia da medicação acaricida, mas pela dificuldade em reverter as alterações que se vão produzindo na pele do animal (seborreia oleosa, hiperqueratose, hiperpigmentação, ou seja, pele espessa, escura e gordurosa).
Os animais contaminados devem ficar isolados, seguindo com os cuidados de proteção (luvas, roupa descartável…) ao realizar o tratamento, pelo risco de contágio fácil desta doença de pele. O ambiente contaminado por ácaros deve ser higienizado e tratado com um produto acaricida.
Caso seu animal apresente algum problema de pele, 
procure o médico veterinário. Coceira e perda de pêlos 
são sintomas comuns para várias doenças, e é 
importante que o veterinário faça um correto 
diagnóstico para recomendar o tratamento adequado. 

fonte: http://petcare.com.br/blog/sarna-sarcoptica-em-caes-e-gatos/

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Preciso me vacinar contra a febre amarela? Veja perguntas e respostas sobre o surto em MG



Em um hospital de São Paulo, desde que os casos de febre amarela silvestre começaram a aumentar em Minas Gerais, a procura por vacinas triplicou. São 32 mortes confirmadas em terras mineiras e três óbitos no noroeste paulista – em São José do Rio Preto e em Ribeirão Preto. O G1 conversou com especialistas para entender qual é o tamanho da epidemia e quem precisa correr para se prevenir contra a doença.
1. Por que este surto de febre amarela é chamado de “silvestre” e “selvagem”?
Porque os casos são registrados em regiões rurais ou de mata, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por enquanto, não foi detectada a transmissão da doença pelo Aedes aegypti, mais famoso pela dengue, zika e chikungunya e por gostar das áreas urbanas.
2. É possível que a epidemia chegue às grandes cidades?
Sim. Uma pessoa infectada em zona rural poderá ir para uma cidade. Uma vez picada por um mosquito Aedes aegypti, o inseto poderá transmitir para outra pessoa, e assim por diante. A boa notícia é que isso não aconteceu ainda, de acordo com o Ministério da Saúde e os médicos entrevistados.
"A pessoa que vive dentro da cidade, em São Paulo por exemplo, não precisa entrar em pânico, mas é verdade que todo mundo tem que receber pelo menos uma dose da vacina [...]. Sem dúvida alguma, pessoas que têm contato com área rural ou silvestre precisam estar vacinadas", disse Marcelo Simão, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia. 

Vale ressaltar que o vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa, apenas pela picada de mosquitos infectados.
"A epidemia, na verdade, está entre os macacos da mata. O homem adentrando ou estando próximo é picado pelo mesmo mosquito e adquire a doença", completou Simão.
3. Devo sair atrás da vacina, então?
Como o surto está concentrado fora das regiões urbanas, o Ministério da Saúde recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.
4. Quem pode se vacinar?
Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação.
Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.
Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovos.
5. Eu me vacinei uma vez, preciso me vacinar novamente?
De acordo com o infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, é importante se vacinar duas vezes - a segunda dose deverá ser tomada depois de 10 anos. Depois disso, a pessoa ficará imune por toda a vida.
Para áreas epidêmicas da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que é necessária apenas uma dose – a chance de o corpo entrar em contato com doença por uma segunda vez antes de perder a proteção é grande. Tal contato reforça a criação de anticorpos e funcionaria como uma segunda dose.
6. A doença vai se espalhar por todo o Brasil?
Depende. De acordo com os especialistas, se a população de Minas Gerais e das áreas afetadas passar por uma boa vacinação de contenção, o surto irá diminuir. Todas as pessoas residentes nas regiões dos casos devem ser imunizadas.
O Ministério da Saúde informou que todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. O órgão disse, ainda, que enviou 735 mil vacinas ao estado, totalizando mais de 1 milhão de doses ao estoque de Minas Gerais.
7. Quais os sintomas da febre amarela?
A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas.


Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.

fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/preciso-me-vacinar-contra-a-febre-amarela-veja-perguntas-e-respostas-sobre-o-surto-em-mg.ghtml