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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Coleira antileishmaniose é método mais eficaz para controle da doença em cães

 

 Doença tropical, a leishmaniose ainda leva ao sofrimento e à morte milhares de cães anualmente. O mais chocante é saber que, no Brasil, uma grande parte dos animais não morre pela doença em si, mas sacrificados ao serem diagnosticados. Isso porque o Ministério da Saúde proíbe o tratamento dos cães contaminados e recomenda a eutanásia.
No grupo cada vez maior de veterinários a questionar essa medida drástica, Anaiá da Paixão Sevá propõe o uso de coleira com inseticida em cães como método preventivo. Pesquisa realizada por ela na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP mostrou que, se houver um encoleiramento em massa dos cães (cerca de 75%), o método é bastante eficiente no controle da doença.
Em um cenário de intervenção, quando comparado o uso da coleira com a vacinação de animais soronegativos (não contaminados) e com o sacrifício de animais soropositivos (com o parasita), foi encontrada a seguinte situação: a eficácia da coleira chegou a quase que 100% na diminuição de cães e humanos infectados, enquanto que a vacina atinge 80% e a eutanásia, 90% de redução.
O acessório, que dura de 4 a 6 meses, é impregnado de inseticida (deltrametrina) e tem a função de espantar e matar o mosquito-palha, vetor da doença. Assim, o método exclui a prática da eutanásia dos animais contaminados, protocolo polêmico utilizado pelos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) brasileiros.

Doença grave

A leishmaniose é transmitida por meio da picada do mosquito infectado, o flebotomíneo, inseto comum em algumas regiões do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, em áreas quentes e onde há acúmulo de matéria orgânica. A transmissão do parasita ocorre principalmente através da picada do inseto infectado, popularmente conhecido como mosquito-palha, tanto em animais como em seres humanos, não sendo possível a transmissão direta de animal para humanos e vice-versa.
Caso não seja tratada e dependendo das condições imunológicas do infectado, a leishmaniose pode evoluir e se tornar uma doença grave, trazendo consequências igualmente importantes para os cães e para as pessoas, podendo até levar à morte. Em humanos, os sintomas mais comuns são a febre prolongada, anemia, indisposição, palidez das mucosas, falta de apetite, perda de peso e aumento do abdome devido ao aumento do fígado e do baço. No animal, há a descamação e úlceras da pele, pelos opacos e quebradiços, febre, atrofia muscular, fraqueza, anorexia, lesões oculares e aumento exacerbado das unhas.
A pesquisa foi feita com dados coletados em Panorama, extremo oeste de São Paulo. Em 2013, o município tinha uma concentração de 30% de animais soropositivos. Segundo Anaiá, todos os métodos de controle aplicados em cães na região geraram impacto positivo inclusive nas populações humanas, porém, o que a pesquisadora chama a atenção é para a questão ética envolvida no protocolo da eutanásia. “Muitos dos animais sacrificados gozam de pleno vigor e estão aparentemente saudáveis, mesmo sendo soropositivos”.
A pesquisadora também levou em consideração a complexidade da operacionalização da eutanásia em animais soropositivos e a vacinação dos soronegativos. Para aplicar tanto um procedimento quanto o outro é necessário que um veterinário faça um exame de sangue para saber as condições de saúde do animal. O tempo de espera para obtenção do resultado pode ser suficiente para que o cão continue transmitindo a doença. No caso da vacina, também tem o custo das três dosagens que devem ser feitas no primeiro ano de imunização, passando depois para dosagem única a partir do segundo ano.
A pesquisa fez parte da tese Impacto de diferentes métodos de controle na dinâmica da leishmaniose visceral em áreas endêmicas do Brasil, de autoria de Anaiá da Paixão Sevá, sob orientação do professor Fernando Ferreira, do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia Experimental Aplicada às Zoonoses da FMVZ. O trabalho também teve a colaboração da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e do Instituto de Salud Carlos III, Espanha, onde Anaiá realizou doutorado.
 
 
 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tornando sua casa à prova de morcego

A arquitetura brasileira não tem mostrado ainda preocupação quanto a fauna urbana, resultando que várias espécies de animais encontram facilidade de acesso e condições para permanência no interior das residências, onde podem causar desconforto ou problemas.
Ao idealizar sua casa ou ao reformar a atual mostra-se importante que alguns cuidados sejam tomados para evitar o acesso de animais. Se em sua casa você nunca observou a entrada de morcegos, não necessariamente significa que sua construção seja à prova destes ou que na sua área residencial não ocorram muitos morcegos. Sempre que mexer na estrutura da sua casa será uma boa oportunidade para repensar e torná-la mais eficiente.

Porão, Cisterna e Casa de Máquinas - providencie porta. Se necessário manter ventilação empregue tela de arame com, no máximo, malha de 2,0 cm.

Vão entre o Ar-condicionado e a parede - feche com alvenaria ou madeira pelo lado externo da construção.

Telhado - não permita vãos entre as telhas e as paredes, cimentando todas as aberturas, prenda todas as telhas firmemente. Utilize em parte do telhado telhas de vidro para permitir a entrada de luz natural.

Forro ou sótão - prefira utilizar lajes ao revestimento de madeira para evitar a queda de fezes, restos e animais no interior da residência.

Pontos de luz ou chaminés de aquecedores que se comunicam com o sótão ou forro - isole as arestas com material resistente, como placas de aço.


(fonte: www.morcegolivre.vet.br)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não permita que o mosquito more na sua casa.


Veja que, com medidas simples, você pode combater a dengue:
  • Não deixe água acumulada sobre a laje.
  • Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias etc.
  • Guardar garrafas, para retorno ou reciclagem, emborcadas e em local em que não acumulem água.
  • Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada.
  • Não jogar lixo em terrenos baldios.
  • Manter o saco de lixo bem fechado e fora do alcance dos animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana.
  • Manter a caixa d’água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito.
  • Manter bem tampados tonéis e barris d’água.
  • Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta ou lavá-los com escova, água e sabão semanalmente.
  • Lavar semanalmente por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenar água.
  • Remover folhas e galhos e tudo o que possa impedir a passagem da água pelas calhas.
  • Se você tiver vasos de plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso, principalmente por dentro, com escova, água e sabão, pelo menos, uma vez por semana.
  • Lavar semanalmente, principalmente por dentro, com escova e sabão, os utensílios utilizados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes etc.

sábado, 30 de julho de 2011

Carrapatos: agravos à saúde



Os carrapatos hospedam e transmitem diversos agentes patogênicos (vírus, bactérias, riquétsias e protozoários) ao homem (hospedeiro acidental) e aos animais.
Os microrganismos são transmitidos através da saliva dos carrapatos, que é injetada no local da picada, e que por sua vez apresenta toxinas, substâncias anestésicas e anticoagulantes.
Entre as doenças transmitidas ao homem, podemos citar: febre maculosa brasileira e borreliose de Lyme.
Existem outras doenças transmitidas por carrapatos, que só atingem animais.


Controle de carrapatos

Medidas preventivas:
  •  Aparar e cortar a vegetação rasteira, utilizando roupas de mangas longas, botas, calça comprida com a parte inferior dentro das botas. As roupas devem ser claras para facilitar a visualização dos carrapatos;
  • Vistoriar o corpo após freqüentar áreas de mata ou conhecidamente infestadas por carrapatos;
  • Evitar caminhar ou freqüentar áreas infestadas por carrapatos;
  • Remover o lixo ou restos alimentares expostos, a fim de evitar que estes sirvam de alimento para animais;
  • Os animais devem ser vistoriados semanalmente e, quando apresentarem carrapatos, devem ser tratados com indicação de médico veterinário e mantidos em local restrito;
  • Quando for retirar carrapatos, não se deve utilizar fósforo aceso ou outros objetos aquecidos, bem como produtos químicos. Deve-se girar levemente o corpo do carrapato até que se desprenda. Não puxar ou pressionar o carrapato.

 PARA MANTER A SAÚDE DOS SEUS ANIMAIS, E TAMBÉM DA SUA FAMÍLIA, CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO VETERINÁRIO.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Medidas de prevenção contra o mosquito Flebotomíneo.

Os mosquitos Flebotomíneos, transmissores da leishmaniose, costumam colocar seus ovos em matéria orgânica em decomposição, em locais sombreados e úmidos, portanto algumas medidas são necessárias para o seu controle:
  • Manter a casa arejada e sem acúmulo de materiais inúteis.
  • Colocar telas com malhas finas nas janelas e portas.
  • Manter o quintal sempre limpo, com poda de árvores e arbustos, capina e varrição.
  • Recolher diariamente as fezes dos animais do quintal, jardim ou gramado. Não deixar lixo, tronco podre, folhas, resto de madeira no quintal.
  •  Não criar, em área urbana, porcos, galinhas e outros animais.
  • Não jogar lixo em terrenos baldios.
  • Uso de inseticidas e repelentes dentro da casa.
  • Manter os animais dentro das residências no período de maior atividade do mosquito - desde o entardecer até o amanhecer.
  • Recomenda-se o uso de produtos com efeito repelente e inseticida nos animais, como a coleira impregnada com Deltametrina (Scalibor) e produtos à base de Permetrina "pour on".
  • Não deixe seus cães soltos na rua.
Para mais informações consulte o site http://www.scalibor.com.br/.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pombos: medidas preventivas


Controle da alimentação
  • Não alimentar os pombos para que eles tenham sua função na natureza, e sua população permaneça controlada.
  • Recolher sobras de alimentos de animais domésticos, aves de gaiola e criações, para não atrair pombos, ratos e baratas.
  • O hábito de fornecer alimentos para os pombos acarreta desequilíbrio populacional, com proliferação excessiva destas aves, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas.
  • As aves, na natureza, têm uma função muito importante de controlar os insetos e replantar as sementes das plantas que comem. Ao receber alimento, as aves deixam de buscar na natureza os alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e insetos.
  • A oferta ou escassez de alimentos influencia a reprodução dos pombos. Em locais onde há fartura de alimentos, ocorre aumento da reprodução e, portanto, aumento da população. Se há escassez, a população de pombos se mantém em equilíbrio.
(fonte: www.prefeitura.sp.gov.br/cidades/secretarias/saude/vigilancia_em_saude)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Morcegos: como afastá-los sem comprometer a sobrevivência da espécie.


Nas cidades, os seguintes locais oferecem abrigo aos morcegos: porões, forros, vãos de dilatação de prédios, caixas de persianas, garagens e outros.
Todas as espécies de morcegos podem adquirir e transmitir doenças para o homem e para outros mamíferos. As principais são a raiva e histoplasmose.
Algumas medidas simples podem afastá-los da sua residência:
Os morcegos que se alimentam de frutos costumam dar vôos rasantes perto das árvores em busca de alimento, dando a falsa impressão de "ataque".
Lembre-se de que eles têm hábitos noturnos e, portanto evite transitar pelo local à noite.
Solicite na prefeitura, a poda dos galhos mais baixos da árvore.
Caso o morcego entre na sua casa ou se encontre caído no chão, tente imobilizá-lo com uma caixa, balde, bacia ou pano. JAMAIS TOQUE NELE, POIS PODE MORDER PARA SE DEFENDER. Entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses.
Se ele estiver voando, simplesmente deixe as portas e janelas abertas, para que ele possa sair sozinho.
Se os morcegos estiverem alojados no forro da casa, será necessário providenciar a vedação como segue:
1.Verificar os espaços abertos por onde entram e saem.
2.Vedar de modo permanente as demais aberturas existentes, deixando abertas somente aquelas utilizadas pelos morcegos.
3.Aguardar a saída dos morcegos (ao entardecer) e vedar esta abertura com material provisório (jornais, panos).
Os morcegos que saírem estarão impossibilitados de retornar ao abrigo.
4.No mesmo horário, no dia seguinte, retire o material provisório, permitindo a saída dos morcegos que ainda tinham permanecido no abrigo.
5.Vedar definitivamente as aberturas de entrada e saída dos morcegos.
Juntas de dilatação de prédios devem ser vedadas com material apropriado.
Após a vedação, as fezes acumuladas nestes abrigos deverão ser umedecidas e retiradas. Para este procedimento a pessoa deve proteger boca e nariz, com máscara ou toalha molhada.

(fonte: http://www.sms.pmsp.sp.gov.br/)               

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mantenha os roedores afastados de sua casa

  1. Acondicione corretamente o lixo dentro de sacos plásticos, em latas com tampas, apropriadamente fechadas e limpas. De preferência sobre estrado, para que não fiquem diretamente em contato com o solo.
  2. Coloque o lixo na rua somente nos horários de passagem do caminhão coletor.
  3. Nunca jogue lixo a céu aberto ou terrenos baldios.
  4. Acondicione corretamente os alimentos.
  5. Inspecione periodicamente e cuidadosamente caixas de papelão, caixotes, locais atrás de armários, gavetas e todo o tipo de material que possa servir de transporte ou abrigo a camundongos.
  6. Vede frestas e vãos que possam servir de porta de entrada para ratos, nos ambientes internos.
  7. Coloque telas (com menos de 1 cm de vão de diâmetro), grelhas, ralos do tipo abre e fecha, sacos de areia, ou outros artifícios que impeçam a entrada destes animais.
  8. Evite o acúmulo de entulho e materiais inservíveis que possam servir de abrigo aos ratos.
  9. Mantenha terrenos baldios limpos e murados.
  10. Mantenha limpas as instalações e utensílios de animais domésticos e não deixe alimentação exposta onde os ratos possam ter acesso, principalmente à noite.
  11. Não varrer folhas e lixo para dentro dos bueiros.
  12. Não despejar lixo em córregos.
  13. Mantenha a grama do jardim e o mato sempre a aparados.

Se você acha que os ratos são animais nojentos, lembre-se que eles vivem e se reproduzem no lixo e esgoto produzidos por nós. Portanto, pense nisto antes de culpá-los por tudo.

                                                                                                                          Adriana Xande